Eis o Coração que tanto amou os homens!

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Contempla, ó homem que foste salvo, Aquele que por ti foi pregado na cruz. Levanta-te, tu que amas a Cristo, sê como a pomba ‘que faz o seu ninho no fundo da fresta’ (Jr 48,28); aí, ‘como o passarinho que encontrou a sua morada’ (Sl 83.4), vigiarás permanentemente, e como a toutinegra abrigarás os teus filhinhos e estenderás a boca para ‘beber água das fontes da salvação’ (Is 12,3). Com efeito, essa é ‘a fonte que, brotando no meio do Éden, se divide em quatro braços’ (Gn 2,10) e, derramada nos corações dos fiéis, irriga e fecunda a terra inteira. [...]
Corre, pois, até essa fonte de vida e de luz com um vivo desejo, sejas tu quem fores, e, no teu amor a Deus, grita-Lhe com toda a força do teu coração: Ó beleza inefável do Altíssimo, esplendor puríssimo da luz eterna, vida que vivificas toda a vida, claridade que iluminas toda a luz e conservas em eterno fulgor os diversos astros que brilham diante do trono da tua divindade desde o início dos tempos! Ó torrente eterna e inacessível, límpida e suave, cuja fonte está escondida aos olhos de todos os mortais! A tua profundeza é sem fundo, a tua altura sem limites, a tua largura sem margens, a tua pureza sem qualquer mancha. É de Ti que emana "o rio que alegra a cidade de Deus" (Sl 45,5), para que Te cantemos hinos de louvor, "em explosão de alegria e de ação de graças" (Sl 41,5), pois sabemos por experiência que "junto a Ti está a fonte da vida e na tua luz veremos a luz" (Sl 35,10).

(São Boaventura)

O sacramento da confirmação

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Considerai antes de tudo que a Confirmação é um sacramento por cuja virtude o fiel, se devidamente disposto, recebe o Espírito Santo juntamente com todos os seus dons e graças, a fim de tornar-se um cristão forte e maduro. Os Apóstolos foram confirmados de um modo maravilhoso pela descida visível do Espírito Santo no dia de Pentecostes; os demais fiéis, no entanto, haviam de ser confirmados por seus ministros, sucessores dos Apóstolos, ou seja, pelos Bispos da Igreja de Deus: "Eles rezaram [...], impuseram-lhes as mãos e receberam o Espírito Santo" ( At 8, 15.17; cf. 19, 6).

Dai graças ao Senhor por esta sagrada instituição, da qual Ele se serve para perpetuar na Igreja o envio de seu Espírito e a comunicação de suas graças. Que dignidade! que alegria é receber o Espírito Santo, Senhor do céu e da terra, fonte inesgotável de toda graça! Ele, que é liberalíssimo em compartilhar os próprios tesouros, os leva consigo onde quer que sopre. Quantos, pois, fazem guerra a si mesmos, quer por rejeitarem este grande meio de receber o Espírito Santo, quer por dele se aproximarem sem as devidas disposições, privando-se assim dos seus benefícios, quer enfim por ousarem pervertê-lo em causa de condenação!

Considerai agora que a graça própria e peculiar deste sacramento é a transmissão de uma fortaleza celeste, quer dizer, de uma força espiritual, um valor e coragem que permitam nos mantenhamos fiéis a Deus e combatamos os inimigos, tanto visíveis como invisíveis, da nossa fé. Por força deste sacramento, convertemo-nos em soldados de Cristo; alistamo-nos nas fileiras desse grande Rei; pomo-nos sob a sua bandeira; somos marcados na fronte com o sinal da sua Cruz, emblema de todas as suas tropas; e, armados adequadamente, empenhamo-nos em lutar ao seu lado contra o mundo, a carne e o demônio.

Oh! quão glorioso é ostentar o título de soldado de Cristo! Quão gratificante é servi-lO! Mas o que lucramos em seguir a Cristo como nosso capitão e ter o seu Santo Espírito para nos guiar, fortalecer, animar e defender? Oh! nobre é a retribuição que um tão grande Rei dá aos que combatem ao seu lado! Pois é Ele mesmo a recompensa, e para todo o sempre: "Sê fiel até a morte", disse Ele, "e te darei a coroa da vida" ( Ap 2, 10).

Considerai por fim que no sacramento da Confirmação a alma é consagrada a Deus de um modo peculiar pela unção derramada por esse Santo Espírito, ao mesmo tempo que a fronte é ungida com o Santo Crisma, uma mistura de óleo e bálsamo solenemente consagrada na Quinta-feira Santa pelos Bispos da Igreja de Deus e guardada nas igrejas com toda a reverência, para ser utilizada apenas na consagração dos objetos mais solenemente dedicados a Deus ou mais estreitamente destinados ao culto divino. Por isso, a Igreja emprega este santo óleo na Confirmação para fazer-nos compreender que nela também nós somos santificados, oferecidos e consagrados solenemente a Deus para sermos templos do seu Espírito; pois assim como a unção e consagração do corpo são sinais externos da unção e consagração invisíveis da alma por obra do Espírito de Deus, assim também todos os demais sacramentos são sinais externos da graça interna.

Cristãos, que pensais dessa consagração de vossas almas? Já vos considerastes a vós mesmos um povo entregue de forma especial a Deus e santificado pelo unção do seu Espírito? Refletistes alguma vez que fostes santificados com a mesma consagração com que se dedicam ao serviço divino os altares e templos de Deus? De agora em diante não vos esqueçais disso, e permiti que vossas vidas manifestem que sois templos vivos do Deus vivo.

Fazei, em conclusão, o propósito de ter em alta conta a graça de vossa Confirmação e de viver à altura do caráter com que fostes selados. Procurai comportar-vos sempre de modo a crescerdes na perfeição cristã e vos tornardes soldados de Cristo. Que não recebais inutilmente tão preciosa graça.

Por D. Richard Challoner — Liturgia Latina | Tradução: Equipe CNP

Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/o-sacramento-dos-soldados-de-cristo

E-Book para download: “A Virgem Maria”

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Em comemoração aos 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal e dos 300 anos do encontro da Imagem da mesma Senhora nas águas do rio Paraíba, lançamos o e-book “A Virgem Maria”. trata-se de uma coletânea de posts já publicados aqui sobre a Santíssima Virgem. Nesse mês e ano marianos, é um bom auxílio em nossas meditações. (Escolha os formatos abaixo e clique no ícone correspondente para baixar)

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Nova Criação

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Esse dia é o primeiro dia duma nova criação. Neste dia Deus criou ‘um novo céu e uma nova terra’. Neste dia é criado o verdadeiro homem, feito ‘à imagem e semelhança de Deus’ . Vê o mundo que foi inaugurado neste dia, neste ‘dia que o Senhor fez’. Este dia aboliu a dor da morte e colocou no mundo ‘o primogénito de entre os mortos’. Neste dia, a prisão da morte foi destruída, e os cegos recuperaram a vista, porque o astro do alto elevou-Se ‘para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte’.
Apressemo-nos, nós também, a contemplar esse espetáculo extraordinário, para não sermos ultrapassados pelas mulheres. Tenhamos nas mãos os aromas que são a fé e a consciência, pois neles está ‘o bom perfume de Cristo’. Não procuremos mais ‘O que está vivo entre os mortos’ , porque o Senhor repudia os que O procuram assim, dizendo: ‘Não Me detenhas’. Não representes na tua fé a sua condição corporal de servidão, mas adora Aquele que está na glória do Pai, na ‘condição de Deus’; e esquece a ‘condição de escravo’.
Escutemos a boa nova trazida por Maria Madalena, mais rápida que o homem graças à sua fé. E que boa nova nos traz ela? A que não vem ‘da parte dos homens, nem por meio de homem algum, mas por meio de Jesus Cristo’. ‘Escuta’, diz ela, ‘o que o Senhor nos ordenou que vos digamos, a vós a quem Ele chama irmãos’: ‘Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus’. Que bela notícia! Aquele que, por nossa causa, Se tornou como nós, para fazer de nós seus irmãos, arrasta consigo todo o género humano para o verdadeiro Pai. Aquele que pelos seus numerosos irmãos, Se tornou, através da sua carne, primogénito da boa criação, atraiu a Si toda a natureza.

(São Gregório de Nissa)

No madeiro da cruz

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Ao contrário da árvore produtora de morte,
Plantada no meio do Paraíso,
Tu levaste aos ombros o madeiro da Cruz
E carregaste-o até ao lugar do Gólgota.

 
Conforta a minha alma, caída no pecado,
Debaixo de carga tão pesada!
Conforta-a, graças ao ‘jugo suave’
E ao ‘fardo leve’ da Cruz.

À sexta-feira, às três horas,
Dia em que o primeiro homem foi seduzido,
Foste pregado na Cruz, Senhor,
Ao mesmo tempo que o malfeitor e ladrão.


As tuas mãos, que haviam criado a Terra,
Estendeste sobre a Cruz, ao contrário
Das de Adão e Eva, estendidas para a árvore
Onde foram colher a morte.


A mim, pecador como eles, e até muito mais
Do que eles, perdoa, Senhor, os delitos,
Como já a eles perdoaste na região
Donde toda a esperança foi banida.

 
Tendo subido à Santa Cruz,
Toda a transgressão humana apagaste
E ao inimigo da natureza humana
Nela cravaste para sempre.


Fortalece-me sob a proteção
Desse Santo Signo, sempre vencedor,
E mal ele apareça a oriente
Ilumina-me com a sua luz!


Ao ladrão que estava à tua direita
Abriste as portas do Paraíso:
Assim Te lembres de mim quando vieres
Na realeza de teu Pai!


Assim eu próprio possa um dia
Ouvir proclamar a sentença que faz exultar:
‘Hoje mesmo estarás comigo
No jardim do Éden, tua primeira pátria!’

(São Narsés Snorhali)

Tempo favorável

Cruz e espinhos

‘Ouvi-te no tempo favorável e ajudei-te no dia da salvação’ (2 Cor 6, 1-2). Na realidade, na visão cristã da vida todos os momentos devem ser considerados favoráveis e todos os dias devem ser dias de salvação; mas a liturgia da Igreja refere estas palavras de um modo totalmente particular no tempo da Quaresma. E podemos compreender que os quarenta dias de preparação para a Páscoa são tempo favorável e de graça pelo apelo que o austero rito da imposição das cinzas nos dirige [...]: ‘Convertei-vos e acreditai no Evangelho!’ [...]O apelo à conversão, de fato, ressalta e denuncia a fácil superficialidade que caracteriza com muita frequência a nossa vida. Converter-se significa mudar de direção no caminho da vida:
não com um pequeno ajustamento, mas com uma verdadeira inversão de marcha.
Conversão é ir contra a corrente, onde a ‘corrente’ é o estilo de vida superficial, incoerente e ilusório, que muitas vezes nos arrasta, nos domina e nos torna escravos do mal ou prisioneiros da mediocridade moral.
Com a conversão, ao contrário, tem-se como objetivo a medida alta da vida cristã, confiamo-nos ao evangelho vivo e pessoal, que é Cristo Jesus. A Sua pessoa é a meta final e o sentido profundo da conversão, Ele é o caminho pelo qual todos são chamados a caminhar na vida, deixando-se iluminar pela Sua luz e amparar pela Sua força, que move os nossos passos. Deste modo a conversão manifesta o seu rosto mais maravilhoso e fascinante: não é uma simples decisão moral, que retifica o nosso modo de vida, mas é uma escolha de fé, que nos envolve totalmente na comunhão íntima com a pessoa viva e concreta de Jesus. [...] A conversão é o ‘sim’ total de quem entrega a própria existência ao evangelho, respondendo livremente a Cristo, que foi o primeiro a oferecer-Se ao homem como caminho, verdade e vida (Jo 14,6), como o único que liberta e salva. É precisamente este o sentido das primeiras palavras com as quais, segundo o evangelista Marcos, Jesus abre a pregação do ‘Evangelho de Deus’: ‘Completou-se o tempo e o reino de Deus está perto: Arrependei-vos e acreditai na Boa Nova’ (Mc 1,15).

(Bento XVI)

O Rosário e os males dos tempos presentes

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10. Movido por estas considerações e pelos exemplos dos Nossos Predecessores, julgamos assaz oportuno, nas presentes circunstâncias, ordenar solenes preces a fim de que a Virgem augusta, invocada por meio do santo Rosário, nos impetre de Jesus Cristo, seu Filho, auxílios iguais às necessidades.

11. Bem vedes, ó Veneráveis Irmãos, as incessantes e graves lutas que trabalham a Igreja. Vedes que a moralidade pública e a própria fé - o maior dos bens e o fundamento de todas as outras virtudes estão expostas a perigos sempre mais graves. Assim também vós não só conheceis a Nossa difícil situação e as Nossas múltiplas angústias, mas, pela caridade que a Nós tão estreitamente vos une, as sofreis juntamente conosco.

Porém o fato mais doloroso e mais triste de todos é que tantas almas, remidas pelo sangue de Cristo, como que arrebatadas pelo turbilhão desta época transviada, vão-se precipitando numa conduta sempre mais depravada, e se abismam na eterna ruína; por isto a necessidade do divino auxílio certamente não é menor hoje do que a que era sentida quando o grande Domingos, para curar as feridas da sociedade, introduziu a prática do Rosário mariano. Iluminado do alto, ele viu claramente que para os males do seu tempo não havia remédio mais eficaz do que reconduzir os homens a Cristo, que é "caminho, verdade e vida", mediante a frequente meditação da Redenção por Ele operada; e interpor junto a Deus a intercessão dessa Virgem a quem foi concedido "aniquilar todas as heresias".

Por este motivo ele dispôs a prática do Rosário de modo que fossem sucessivamente recordados os mistérios da nossa salvação, e a este dever da meditação se entremeasse como que uma mística coroa de saudações angélicas, intercaladas pela oração a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós, pois, que andamos procurando um igual remédio para não diversos males, não duvidamos de que a mesma oração, pelo santo Patriarca introduzida com tão notável vantagem para o mundo católico, tornar-se-á eficacíssima para aliviar também as calamidades dos nossos tempos.

12. Portanto, em consideração destas razões, não somente exortamos calorosamente todos os cristãos a praticarem, sem se cansar, o piedoso exercício do Rosário, publicamente, ou em particular, nas suas casas e famílias, mas também queremos que todo o mês de Outubro do ano em curso seja consagrado e dedicado à celeste Rainha do Rosário.

Leão XIII - SUPREMI APOSTOLATUS OFFICIO (grifo nosso)

Jesus, meu amado, recorda-Te!

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Recorda-Te da glória do Pai
Recorda-Te dos divinos esplendores
Que deixaste quando Te exilaste na terra
Para resgatares os pobres pecadores.
Ó Jésus! Abaixando-Te ao ventre da Virgem Maria,
Ocultaste a tua grandeza e a tua glória infinitas
Ah! Do seio materno,
Que foi o teu segundo céu,
Recorda-Te. […]


Recorda-Te que noutras paragens
Os astros de ouro e a lua de prata,
Que contemplo no azul sem nuvens,
Rejubilaram, encantados com teus olhos de Menino.
Na mãozinha com que acariciavas Maria
Sustentavas o mundo e davas-lhe a vida.
E pensavas em mim,
Jesus, meu Rei,
Recorda-Te.


Recorda-Te que na solidão
Trabalhavas com tuas divinas mãos.
Viver oculto foi o teu suave estudo,
Rejeitaste o saber dos humanos.
A Ti, que com uma palavra sabias encantar o mundo,
Agradou-Te ocultar a tua sabedoria profunda.
Parecias ignorante,
Ó Senhor omnipotente!
Recorda-Te.


Recorda-Te que, estrangeiro neste mundo,
Andaste errante, Tu, o Verbo eterno,
Nada tinhas, nem sequer uma pedra,
Nem um abrigo, como as aves do céu.
Ó Jesus! Vem repousar em mim,
Vem, que minha alma está pronta para Te receber,
Meu amado Salvador,
Repousa no meu coração,
que é teu.

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

Castelo Interior (e-book para download)

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COM ESTA POSTAGEM queremos indicar aos nossos leitores um lançamento de imenso valor para todos os fiéis católicos. Àqueles que nos pedem dicas de leitura, esta é uma daquelas obras que figura quase que obrigatoriamente em nossa lista de indicadas. Esgotado nas livrarias, acaba de ser relançado, em versão bem cuidada e com aprovação eclesiástica (Imprimatur por Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo metropolitano de Curitiba), "O Castelo Interior" da grande Doutora mística da Igreja Santa Teresa de Jesus (ou d'Ávila), com tradução atualizada de Antonio Carlos de Souza. A obra está disponível nas versões impressa e digital; o ebook, PDF, ePub e/ou Mobi pode ser baixado gratuitamente...

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Postagem original em: http://www.ofielcatolico.com.br/2016/12/lancamento-o-castelo-interior-de-santa.html 

Site oficial: https://ocastelointerior.wordpress.com/

Jesus na Manjedoura

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- Que fazeis, menino Deus,

Nestas palhas encostado?

- Jazo aqui por teu pecado.

- Ó menino mui formoso,

Pois que sois suma riqueza,

Como estais em tal pobreza?

- Por fazer-te glorioso

E de graça mui colmado,

Jazo aqui por teu pecado.

- Pois que não cabeis no céu,

Dizei-me, santo Menino,

Que vos fez tão pequenino?

- O amor me deu este véu,

Em que jazo embrulhado,

Por despir-te do pecado.

- Ó menino de Belém,

Pois sois Deus de eternidade,

Quem vos fez de tal idade?

- Por querer-te todo o bem

E te dar eterno estado,

Tal me fez o teu pecado.

(Pe José de Anchieta)

 
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